sexta-feira, 5 de junho de 2015

Alquimia


bronze[cobre]   estanho






sábado, 16 de maio de 2015

Fui internado ontem, e...


...
Gotta admit that I´m a little bit confused
Sometimes it seems to me as if I´m being used
Gotta stay away, gotta try to shake off
this creeping malaise

And If I don´t stand my own ground
how can I find my way out of this maze?

Deaf, dumb and blind, you just keep on pretending
That everyone is expendable and on one has
a real friend

And it seems to you the thing to do
would be to isolate the winner

And everything´s under the sun
And you believe at heart everyone is a killer

(Trecho de "Dogs", do álbum Animals, lançando em 1975 por Pink Floyd)


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Nervo Ciático

Quase ao pé da letra, a carta que deveria ser inexistente, mas que se fez necessária para o escriba escrever:



Amadeu, permita-me dividir contigo um pouco do que se passou aqui nessas últimas horas. Morei em sua cidade por alguns anos, entre 2005 e 2008.
(...)
Faço 30 anos em alguns meses. Aos 19 anos eu começava a viver de verdade, e digo isso sem ignorar os longos anos que precederam essa época sublime. Tudo o que é passado presta-se para a preparação do que está por vir, e mesmo que não nos seja permitido sequer planejar o próximo dia, sabemos que de tempos em tempos vamos topar com nós mesmos, em variadas ocasiões. Esse é o barato da nossa raça, e isso é o que nos move. Conheci o seu menino mais novo quando eu também era novo. Pois bem, eu digo que nascemos sabendo de tudo, e vamos esquecendo das coisas com o tempo. Nunca poderei dizer que estou mais sábio agora, e também nunca poderei negar o valor da paciência e da contemplação que só as incontáveis voltas do relógio podem nos agraciar. Hoje eu sou pai, e exatamente hoje, meu pai está correndo pelas estradas para visitar o pai dele, meu avô José Pinho, nascido em 1920. Aos 94 anos e totalmente lúcido, entrega os pontos e seus órgãos começam a desobedecer a vida. Hoje, agora. E há poucos dias, soube da morte do Sr. Mário, pai de uma pessoa muito importante para toda a minha trajetória, através de uma postagem sua no facebook. Por tantos fatos dignos de nota, e por outras coisas que somente eu saberei, é que escrevo para você. A vida é a soma de nossas mais valiosas memórias, e de seu filho Breno, tenho as mais sublimes recordações. De um filho, amigo e pai. Receba, de alguma forma, um abraço com carinho.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

...Point of no return...

"...e eu sempre tive que ser aquele que sorri e pede desculpas".

https://www.youtube.com/watch?v=szEAqKbAGz4

https://www.youtube.com/watch?v=SavF6B1X0T0


sábado, 3 de janeiro de 2015

777

...com destino à felicidade.

Ou "Uma imagem de tela descortina muito mais do que se pensa".

Menção honrosa aos vídeos relacionados.



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Dozotro

Amo a guerra, adoro o fogo. Elemento natural do jogo.
Senhores, jamais me revelarei.

https://www.youtube.com/watch?v=gHWMRbrVc3M



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Heavy Mud Boys

All day, all day, Watch them all fall down,
All day, all day, Domino dancing,




7:28
https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=JhBnEIMV2Dg#t=446





Mean Mis

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Esse sorriso elástico...

...na lista de pessoas à quem devo minhas mais profundas desculpas, feito um martelo bato a cabeça na cidade magra.

Maria
Panette
e outra mais.


https://www.youtube.com/watch?v=9_g07N4dfGw

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Automático da esteira

Cor predominante: marrom-laranja-cinza de uma memória ancestral bastante nítida. Seis ou sete anos de idade. Era uma casa muito engraçada,  o sonho do homem pato no ônibus suburbano da cidade de Lins-SP e solos em fitas K7 executadas por meu pai na sala com móveis escuros da casa dos três ou quatro.  Cobra cega e colher de sopa no corredor que termina na antena de tevê. Correndo em volta de casas com corredor e vivendo em apartamentos über japoneses: baby did a bad bad thing.

Painthouse

SeanPenn se antena
Beniciodeltoro te orienta
Senhor Valdir vende e responde
Às  solicitações de batidas variadas

Que emocionante é um acidentede verdade
! Colpaso do tempo-espaço é bonito
por anti-natureza confortável
e bandida pistoleira

Queres tanto a regra, que vives a refugar
o que respiras. Pouco carece a espinha
quando do dorso criaste para vós a obrigação
Obrigação                                de estar.                       Do choque.

De língua,  úmero e baque e maia
e pedra, lenço e cadarço e taxi

Ufa! Acabou o solo do Jovem Neil. E a procissão não descansa, a despeito dos cavalos baianos dos esquálidos Rolling Stones.    


A nós não é permitida...tome rento, rapaz.                         

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Where is mona?

...but my neighbour is my enemy.

Fifteen feeth of pure white snow, de Nick Caves & The Bad Seeds.

segunda-feira, 24 de março de 2014

tea for one

Fui preparar um chá,  por necessidade.  Influenza não poupou o descuidado baterista sem blusa. a água não ferveu,  e a xícara nunca foi tão branca e

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Balada da 1/2

(última estrofe de uma canção tão dura que não menciono seu nome aqui)

An eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you
the poor man could hardly stop shivering
his lips and his fingers were blue
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm
But you stand there so nice in your blizzard of ice
Oh! Please let me come into the storm.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Marginal

Se eu inventariasse tudo o que tenho, e como em um transe pré-pago me livrasse de quase tudo que é rico e que é médio para conquistar as terras congelantes de meus anseios...

Quem pagaria por isso? Alguém ousaria ter um pedaço do que comprou meu último ato ocidental?

Nobre causa, pobre alma.

"Tem que acontecer alguma coisa, meu bem", disse o bicho que não podia ficar parado. Agora me sinto em uma cela de uma prisão que conheço até demais. Só que meus livros secaram com as páginas turvas, inexpressivas e frágeis demais para fazer deles pano de fuga. Minhas gravações precisam de energia elétrica para dançarem na minha cuca legal.

O par de botas taylor-made nunca me sorriu. São botas sisudas, de um peso que suporta somente a caminhada dos bravos. Couro, ferro e borracha de alta densidade costuram-se para dar cabo à derradeira trama do destino.

Serei capaz de começar? O norte já magnetizado em meus pés treme e ameaça.

Balada n.º 4, em Fá Menor, Opus 52.         Eu já deveria conhecer os perigos intensos do fá menor.

E no Palácio Real de Warvell ouve-se acordes. A introdução é feita, qual seja:

"Seu olhar era mais espiritual que sonhador; seu doce e fino sorriso jamais se tornava amargo; seu nariz curvo, expressivo, acentuado; sua estatura, elevada; seus membros, frágeis. Os gestos eram graciosos; o timbre da voz, um pouco surdo, às vezes abafado. Seu andar tinha tal distinção e seus modos um tal caráter superior que involuntariamente se o tratava como um artista."

Tenho fome. Estou só por alguns minutos e deveria ter guardado algum pequeno prazer para essa rara ocasião.

"Não, o som dos pássaros é maior", e cessou a escrita marginal.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A revista provou, o jornal confirmou


                                                ...tem um micróbio que faz miolo derreter.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Deleites indizíveis



Um trecho de uma carta de 16 de julho de 1903, escrita por Rilke para seu famoso jovem poeta, caiu aberto na mesa da sala, lugar de pouco convívio. Aqui vai o pedaço que veste a ocasião, caros colegas de condição:

..."A idéia de ser um criador, de gerar, de formar" não é nada sem a sua contínua e grandiosa confirmação e realização no mundo, nada sem o consenso mil vezes repetido por parte das coisas e dos animais. E só por isso o seu gozo é tão indiscritivelmente belo e rico, porque é feito das recordações herdadas da geração e da gestação de milhões de seres. Em um pensamento criador revivem milhares de noites de amor esquecidas que o preenchem com altivez e elevação. Assim, aqueles que se juntam durante as noites e se entrelaçam em uma volúpia agitada fazem um trabalho sério, reúnem doçuras, profundidade e força para a canção de algum poeta vindouro que surgirá para expressar deleites indizíveis. 


13 RPM (ou devaneios e conclusões sacados de um toca-discos)

É chegada a hora da grande pausa, necessária para virar o disco. A novidade da primeira face gira rumo ao seu fim, e encontro meu nome no lado B. O título do álbum foi impresso à ferro quente na última canção da face oculta, agora revelada em tom maior e em graves e agudos cristalinos.

Não pretendo descrever a arte do álbum, pois o que escuto agora chegou sem capa nem contracapa, e com minhas mãos desenhei e escrevi os movimentos do entendimento. Tão pouco importa a estética do que é plano, e que mesmo com alguns scratchs, a agulha risca sem sangrar e faz durar mais do que alguns minutos o que está cronometrado.

A outra face também chegará ao seu fim, não se pode negar tal evidência. Todos os lados acabam com algum ruído seguido de silêncio. E quando o disco acaba, o que vale mesmo é manter a vitrola rodando bonita. Discos podem ser clássicos, de novela ou intocáveis, e jamais irão tocar sozinhos.

Estendi a mão e saquei a bolacha de 12" da pick-up, e o prato segue girando. Tudo bem, agora é hora de usar o fino linho e a nobre mirra para o que vai além dos lados de um disco ou da estória. De tanto rodar em  comércios velhos e cheios de limbo, de caminhar tardes inteiras à procura de alguma raridade escondida, é chegado o momento da apreciação da busca, que encontrou sem saber o disco mais vivo dessa era de passos largos e pausas longas.

(com a ajuda de Raulzito, Philips 346 e o final de semana que ainda não terminou)



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Em algum lugar do passado (ou duas ideias equivocadas em um só título)

Lugar = espaço = não existe tal qual como acreditamos desde mini-pessoas babantes e adoráveis

Passado = tempo = falsa noção e fácil explicação para que eventos de extrema importância pessoal possam ser medidos em forma de ponteiros e semanas.

Bills Corpse, oitava faixa das vinte e cinco que criam ,de Captain Beefheart, o supremo disco "Trout Mask Replica".

http://www.youtube.com/watch?v=5N09mfjvG8k

Rapaz do céu, deixa eu contar algo que sacudiu legal até a mente inquieta do caminhante que vos fala agora (dois pontos).

Para mais ou para menos, primeiras vezes tem se tornado cada vez mais raras, e menos rasas. Blé!

Perdi o medo de tudo, tudo. Coisa perigosa essa, para um caminhante que desafia tudo que não está sob seu controle. E, ao saber que nada pode ser controlado, segue estacionando em lugares ímpares com seus pés ora em compassos uber-intensos dos pedais de seu carro, ora sob o calçado de couro preto surrado que caminha até o próximo sujeito capaz de lhe ceder um Derby azul ou negá-lo, o que significa a mesma coisa no fim do trago esfumaçado ou desejado por ligações neuronais um tanto quanto carregadas de uma estranha calma eufórica.

Ufa!



Envelheci para tudo que faz sentido, e isso é só um pedaço perdido em algum cruzamento de uma vida. E uma vida é tão importante quanto uma formiga embaixo da árvore da praça, e mais relevante do que qualquer movimento das galáxias que possa ser medido.

Tudo que pode ser medido perde automaticamente seu valor. Para mim escrevo, em nome de Weidell, Seu Filho Weidell e o Espírito Santo de Weidell. E por ser raso na desfigurada busca por algo, sigo rumo ao destino que não existe, e que ainda assim insiste em tremer no criado-mudo que vive na soneca.

Meigo, mendigo, mandruvá e canarinho.
Voa, e mostra na Espanha o que eu já sei!

Anda só por gastares
o solado que o china moldou
por precisão e falta.
Sobra coragem quando de medo se faz

À quem possa servir,
meu número gasto feito
os dias de escola que
               cercado por inquisidores da réplica
insiste no ordinário,

entrego em uma caixa de vento e giz,
sangue e grafite e panelas
o que tenho e que me faz tão débil,                                   qual seja

meu frio e calor
de matar e morrer,
de saciar e de ignorar
o que de
espaço é feito.


Quem aos espaços adora
em rara companhia vive.