Cor predominante: marrom-laranja-cinza de uma memória ancestral bastante nítida. Seis ou sete anos de idade. Era uma casa muito engraçada, o sonho do homem pato no ônibus suburbano da cidade de Lins-SP e solos em fitas K7 executadas por meu pai na sala com móveis escuros da casa dos três ou quatro. Cobra cega e colher de sopa no corredor que termina na antena de tevê. Correndo em volta de casas com corredor e vivendo em apartamentos über japoneses: baby did a bad bad thing.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Painthouse
SeanPenn se antena
Beniciodeltoro te orienta
Senhor Valdir vende e responde
Às solicitações de batidas variadas
Que emocionante é um acidentede verdade
! Colpaso do tempo-espaço é bonito
por anti-natureza confortável
e bandida pistoleira
Queres tanto a regra, que vives a refugar
o que respiras. Pouco carece a espinha
quando do dorso criaste para vós a obrigação
Obrigação de estar. Do choque.
De língua, úmero e baque e maia
e pedra, lenço e cadarço e taxi
Ufa! Acabou o solo do Jovem Neil. E a procissão não descansa, a despeito dos cavalos baianos dos esquálidos Rolling Stones.
A nós não é permitida...tome rento, rapaz.
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
tea for one
Fui preparar um chá, por necessidade. Influenza não poupou o descuidado baterista sem blusa. a água não ferveu, e a xícara nunca foi tão branca e
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Balada da 1/2
(última estrofe de uma canção tão dura que não menciono seu nome aqui)
An eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you
the poor man could hardly stop shivering
his lips and his fingers were blue
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm
But you stand there so nice in your blizzard of ice
Oh! Please let me come into the storm.

An eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you
the poor man could hardly stop shivering
his lips and his fingers were blue
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm
But you stand there so nice in your blizzard of ice
Oh! Please let me come into the storm.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Marginal
Se eu inventariasse tudo o que tenho, e como em um transe pré-pago me livrasse de quase tudo que é rico e que é médio para conquistar as terras congelantes de meus anseios...
Quem pagaria por isso? Alguém ousaria ter um pedaço do que comprou meu último ato ocidental?
Nobre causa, pobre alma.
"Tem que acontecer alguma coisa, meu bem", disse o bicho que não podia ficar parado. Agora me sinto em uma cela de uma prisão que conheço até demais. Só que meus livros secaram com as páginas turvas, inexpressivas e frágeis demais para fazer deles pano de fuga. Minhas gravações precisam de energia elétrica para dançarem na minha cuca legal.
O par de botas taylor-made nunca me sorriu. São botas sisudas, de um peso que suporta somente a caminhada dos bravos. Couro, ferro e borracha de alta densidade costuram-se para dar cabo à derradeira trama do destino.
Serei capaz de começar? O norte já magnetizado em meus pés treme e ameaça.
Balada n.º 4, em Fá Menor, Opus 52. Eu já deveria conhecer os perigos intensos do fá menor.
E no Palácio Real de Warvell ouve-se acordes. A introdução é feita, qual seja:
"Seu olhar era mais espiritual que sonhador; seu doce e fino sorriso jamais se tornava amargo; seu nariz curvo, expressivo, acentuado; sua estatura, elevada; seus membros, frágeis. Os gestos eram graciosos; o timbre da voz, um pouco surdo, às vezes abafado. Seu andar tinha tal distinção e seus modos um tal caráter superior que involuntariamente se o tratava como um artista."
Tenho fome. Estou só por alguns minutos e deveria ter guardado algum pequeno prazer para essa rara ocasião.
"Não, o som dos pássaros é maior", e cessou a escrita marginal.
Quem pagaria por isso? Alguém ousaria ter um pedaço do que comprou meu último ato ocidental?
Nobre causa, pobre alma.
"Tem que acontecer alguma coisa, meu bem", disse o bicho que não podia ficar parado. Agora me sinto em uma cela de uma prisão que conheço até demais. Só que meus livros secaram com as páginas turvas, inexpressivas e frágeis demais para fazer deles pano de fuga. Minhas gravações precisam de energia elétrica para dançarem na minha cuca legal.
O par de botas taylor-made nunca me sorriu. São botas sisudas, de um peso que suporta somente a caminhada dos bravos. Couro, ferro e borracha de alta densidade costuram-se para dar cabo à derradeira trama do destino.
Serei capaz de começar? O norte já magnetizado em meus pés treme e ameaça.
Balada n.º 4, em Fá Menor, Opus 52. Eu já deveria conhecer os perigos intensos do fá menor.
E no Palácio Real de Warvell ouve-se acordes. A introdução é feita, qual seja:
"Seu olhar era mais espiritual que sonhador; seu doce e fino sorriso jamais se tornava amargo; seu nariz curvo, expressivo, acentuado; sua estatura, elevada; seus membros, frágeis. Os gestos eram graciosos; o timbre da voz, um pouco surdo, às vezes abafado. Seu andar tinha tal distinção e seus modos um tal caráter superior que involuntariamente se o tratava como um artista."
Tenho fome. Estou só por alguns minutos e deveria ter guardado algum pequeno prazer para essa rara ocasião.
"Não, o som dos pássaros é maior", e cessou a escrita marginal.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Deleites indizíveis
Um trecho de uma carta de 16 de julho de 1903, escrita por Rilke para seu famoso jovem poeta, caiu aberto na mesa da sala, lugar de pouco convívio. Aqui vai o pedaço que veste a ocasião, caros colegas de condição:
..."A idéia de ser um criador, de gerar, de formar" não é nada sem a sua contínua e grandiosa confirmação e realização no mundo, nada sem o consenso mil vezes repetido por parte das coisas e dos animais. E só por isso o seu gozo é tão indiscritivelmente belo e rico, porque é feito das recordações herdadas da geração e da gestação de milhões de seres. Em um pensamento criador revivem milhares de noites de amor esquecidas que o preenchem com altivez e elevação. Assim, aqueles que se juntam durante as noites e se entrelaçam em uma volúpia agitada fazem um trabalho sério, reúnem doçuras, profundidade e força para a canção de algum poeta vindouro que surgirá para expressar deleites indizíveis.
13 RPM (ou devaneios e conclusões sacados de um toca-discos)
É chegada a hora da grande pausa, necessária para virar o disco. A novidade da primeira face gira rumo ao seu fim, e encontro meu nome no lado B. O título do álbum foi impresso à ferro quente na última canção da face oculta, agora revelada em tom maior e em graves e agudos cristalinos.
Não pretendo descrever a arte do álbum, pois o que escuto agora chegou sem capa nem contracapa, e com minhas mãos desenhei e escrevi os movimentos do entendimento. Tão pouco importa a estética do que é plano, e que mesmo com alguns scratchs, a agulha risca sem sangrar e faz durar mais do que alguns minutos o que está cronometrado.
A outra face também chegará ao seu fim, não se pode negar tal evidência. Todos os lados acabam com algum ruído seguido de silêncio. E quando o disco acaba, o que vale mesmo é manter a vitrola rodando bonita. Discos podem ser clássicos, de novela ou intocáveis, e jamais irão tocar sozinhos.
Estendi a mão e saquei a bolacha de 12" da pick-up, e o prato segue girando. Tudo bem, agora é hora de usar o fino linho e a nobre mirra para o que vai além dos lados de um disco ou da estória. De tanto rodar em comércios velhos e cheios de limbo, de caminhar tardes inteiras à procura de alguma raridade escondida, é chegado o momento da apreciação da busca, que encontrou sem saber o disco mais vivo dessa era de passos largos e pausas longas.
(com a ajuda de Raulzito, Philips 346 e o final de semana que ainda não terminou)
Não pretendo descrever a arte do álbum, pois o que escuto agora chegou sem capa nem contracapa, e com minhas mãos desenhei e escrevi os movimentos do entendimento. Tão pouco importa a estética do que é plano, e que mesmo com alguns scratchs, a agulha risca sem sangrar e faz durar mais do que alguns minutos o que está cronometrado.
A outra face também chegará ao seu fim, não se pode negar tal evidência. Todos os lados acabam com algum ruído seguido de silêncio. E quando o disco acaba, o que vale mesmo é manter a vitrola rodando bonita. Discos podem ser clássicos, de novela ou intocáveis, e jamais irão tocar sozinhos.
Estendi a mão e saquei a bolacha de 12" da pick-up, e o prato segue girando. Tudo bem, agora é hora de usar o fino linho e a nobre mirra para o que vai além dos lados de um disco ou da estória. De tanto rodar em comércios velhos e cheios de limbo, de caminhar tardes inteiras à procura de alguma raridade escondida, é chegado o momento da apreciação da busca, que encontrou sem saber o disco mais vivo dessa era de passos largos e pausas longas.
(com a ajuda de Raulzito, Philips 346 e o final de semana que ainda não terminou)
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Em algum lugar do passado (ou duas ideias equivocadas em um só título)
Lugar = espaço = não existe tal qual como acreditamos desde mini-pessoas babantes e adoráveis
Passado = tempo = falsa noção e fácil explicação para que eventos de extrema importância pessoal possam ser medidos em forma de ponteiros e semanas.
Bills Corpse, oitava faixa das vinte e cinco que criam ,de Captain Beefheart, o supremo disco "Trout Mask Replica".
http://www.youtube.com/watch?v=5N09mfjvG8k
Rapaz do céu, deixa eu contar algo que sacudiu legal até a mente inquieta do caminhante que vos fala agora (dois pontos).
Para mais ou para menos, primeiras vezes tem se tornado cada vez mais raras, e menos rasas. Blé!
Perdi o medo de tudo, tudo. Coisa perigosa essa, para um caminhante que desafia tudo que não está sob seu controle. E, ao saber que nada pode ser controlado, segue estacionando em lugares ímpares com seus pés ora em compassos uber-intensos dos pedais de seu carro, ora sob o calçado de couro preto surrado que caminha até o próximo sujeito capaz de lhe ceder um Derby azul ou negá-lo, o que significa a mesma coisa no fim do trago esfumaçado ou desejado por ligações neuronais um tanto quanto carregadas de uma estranha calma eufórica.
Ufa!
Envelheci para tudo que faz sentido, e isso é só um pedaço perdido em algum cruzamento de uma vida. E uma vida é tão importante quanto uma formiga embaixo da árvore da praça, e mais relevante do que qualquer movimento das galáxias que possa ser medido.
Tudo que pode ser medido perde automaticamente seu valor. Para mim escrevo, em nome de Weidell, Seu Filho Weidell e o Espírito Santo de Weidell. E por ser raso na desfigurada busca por algo, sigo rumo ao destino que não existe, e que ainda assim insiste em tremer no criado-mudo que vive na soneca.
Meigo, mendigo, mandruvá e canarinho.
Voa, e mostra na Espanha o que eu já sei!
Anda só por gastares
o solado que o china moldou
por precisão e falta.
Sobra coragem quando de medo se faz
À quem possa servir,
meu número gasto feito
os dias de escola que
cercado por inquisidores da réplica
insiste no ordinário,
entrego em uma caixa de vento e giz,
sangue e grafite e panelas
o que tenho e que me faz tão débil, qual seja
meu frio e calor
de matar e morrer,
de saciar e de ignorar
o que de
espaço é feito.
Quem aos espaços adora
em rara companhia vive.
Passado = tempo = falsa noção e fácil explicação para que eventos de extrema importância pessoal possam ser medidos em forma de ponteiros e semanas.
Bills Corpse, oitava faixa das vinte e cinco que criam ,de Captain Beefheart, o supremo disco "Trout Mask Replica".
http://www.youtube.com/watch?v=5N09mfjvG8k
Rapaz do céu, deixa eu contar algo que sacudiu legal até a mente inquieta do caminhante que vos fala agora (dois pontos).
Para mais ou para menos, primeiras vezes tem se tornado cada vez mais raras, e menos rasas. Blé!
Perdi o medo de tudo, tudo. Coisa perigosa essa, para um caminhante que desafia tudo que não está sob seu controle. E, ao saber que nada pode ser controlado, segue estacionando em lugares ímpares com seus pés ora em compassos uber-intensos dos pedais de seu carro, ora sob o calçado de couro preto surrado que caminha até o próximo sujeito capaz de lhe ceder um Derby azul ou negá-lo, o que significa a mesma coisa no fim do trago esfumaçado ou desejado por ligações neuronais um tanto quanto carregadas de uma estranha calma eufórica.
Ufa!
Envelheci para tudo que faz sentido, e isso é só um pedaço perdido em algum cruzamento de uma vida. E uma vida é tão importante quanto uma formiga embaixo da árvore da praça, e mais relevante do que qualquer movimento das galáxias que possa ser medido.
Tudo que pode ser medido perde automaticamente seu valor. Para mim escrevo, em nome de Weidell, Seu Filho Weidell e o Espírito Santo de Weidell. E por ser raso na desfigurada busca por algo, sigo rumo ao destino que não existe, e que ainda assim insiste em tremer no criado-mudo que vive na soneca.
Meigo, mendigo, mandruvá e canarinho.
Voa, e mostra na Espanha o que eu já sei!
Anda só por gastares
o solado que o china moldou
por precisão e falta.
Sobra coragem quando de medo se faz
À quem possa servir,
meu número gasto feito
os dias de escola que
cercado por inquisidores da réplica
insiste no ordinário,
entrego em uma caixa de vento e giz,
sangue e grafite e panelas
o que tenho e que me faz tão débil, qual seja
meu frio e calor
de matar e morrer,
de saciar e de ignorar
o que de
espaço é feito.
Quem aos espaços adora
em rara companhia vive.
domingo, 19 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Tira à paisana na praça de primeiro mundo
Tira à paisana, porque estás tão irritado?
O que te aflige nesse dia ensolarado cheio de poucas árvores?
Creio que vives eternamente com os córneos cheios
e pensas que sendo rude com a rapaziada da erva
vai conseguir minimizar sua dor
Dor de corno, dor de cotovelo
"Ai, como eu queria ser como vocês"
"Veja minha carteira funcional, que consegui
graças a um amigo que comeu meu rabo"
"Querem ir para a delegacia, maconheiros?
Sumam daqui! Vamos, vamos!"
A cabeça já estava feita, antes mesmo de acordar
Porque então deixar o rancor do tira à paisana
dominar também a mente de quem quer paz?
Tira à paisana, és um homem triste
porque andam dizendo que sua esposa
estás a deitar só com três de uma vez
Sai dessa onda, e entra na farra também!
O que te aflige nesse dia ensolarado cheio de poucas árvores?
Creio que vives eternamente com os córneos cheios
e pensas que sendo rude com a rapaziada da erva
vai conseguir minimizar sua dor
Dor de corno, dor de cotovelo
"Ai, como eu queria ser como vocês"
"Veja minha carteira funcional, que consegui
graças a um amigo que comeu meu rabo"
"Querem ir para a delegacia, maconheiros?
Sumam daqui! Vamos, vamos!"
A cabeça já estava feita, antes mesmo de acordar
Porque então deixar o rancor do tira à paisana
dominar também a mente de quem quer paz?
Tira à paisana, és um homem triste
porque andam dizendo que sua esposa
estás a deitar só com três de uma vez
Sai dessa onda, e entra na farra também!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Super Mario Bis
Dezenove é quase vinte e oito, e aquela rua segue calma.
O automóvel na garagem não é mais o mesmo,
e como em uma manhã de sábado, os pássaros habitam
a árvore miúda que nunca mudou de tamanho.
O automóvel na garagem não é mais o mesmo,
e como em uma manhã de sábado, os pássaros habitam
a árvore miúda que nunca mudou de tamanho.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
domingo, 25 de novembro de 2012
Hecatombe
E fui destruindo tantos conceitos, quebrando tantas barreiras que hoje não acredito em mais nada, e só dou legitimidade para o que causa perturbação. E assim, transformando décadas em quarteirões, levantei um muro tão alto que já não existe madeira ou metal suficiente para construir uma escada para ver o que poderia observar por curiosidade, necessidade ou só desejo. Mas tudo bem, não acredito mais em nada disso também.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Latrina insustentável
Estou tentando pela última vez, e nem foi mérito meu a possível conquista. Vivendo de pedaços, perdendo até mesmo meus possíveis passados. Que a vida é uma bagunça e um caos, todos devem saber. E tentar viver de maneira organizada é utopia das cabreiras. Sobre o que temos poder? Se te fiz tanto mal, de que adiantou você fazer do bem quase santo o seu mote?
Não existe nada santo que venha dos humanos, assim como bem e mal são novidades muito frescas para qualquer um absorver, e talvez não sirva para entender. Mas nos bares continuam a discutir os grandes pensadores dos séculos passados, cheios de pó e lodo. Soma-se novas criaturas dotadas do incrível poder de criar idéias e o caos fica mais lamacento ainda.
Isso é só um monte de letras, que nem tocá-las posso e talvez nem escrevê-las deva. Mas a minha cabecinha animal-humana-ocidental não consegue parar quieta. Duvido muito da verdade em quem está sempre feliz, de bem com a vida, tipo Xuxa. E também dou total descrédito a quem vive a onda do Edgar. É Renato Russo demais para o mundo, é muito alto astral e é muito de tudo.
Qualquer coisa que eu imagine, está transbordando. É muito conhecimento, é muita burrice, é muito rock, é muito silêncio. Muita gente produzindo muito e não fazendo nada, ao mesmo tempo.
Não sei quem está certo, e nem me importo com os maus exemplos. Leva-se muito a sério essa coisa romantizada de vida. E eu, meus caros senhores invisíveis, não poderia ser diferente de minha raça. Eu dou muito valor a todo tipo de merda que me convém. Pelo menos eu creio no meu bom gosto. Mas é meu, e é baseado em um monte de merda também.
Desculpem o mau cheiro do parágrafo de cima. Mas essa descarga não será dada.
E é fácil dizer um monte de besteiras, é fácil falar sério e é fácil ser santo. Difícil mesmo é ser pecador, essa delícia de vida.
E é tanta vida que eu vou ali vomitar e não volto.
Não existe nada santo que venha dos humanos, assim como bem e mal são novidades muito frescas para qualquer um absorver, e talvez não sirva para entender. Mas nos bares continuam a discutir os grandes pensadores dos séculos passados, cheios de pó e lodo. Soma-se novas criaturas dotadas do incrível poder de criar idéias e o caos fica mais lamacento ainda.
Isso é só um monte de letras, que nem tocá-las posso e talvez nem escrevê-las deva. Mas a minha cabecinha animal-humana-ocidental não consegue parar quieta. Duvido muito da verdade em quem está sempre feliz, de bem com a vida, tipo Xuxa. E também dou total descrédito a quem vive a onda do Edgar. É Renato Russo demais para o mundo, é muito alto astral e é muito de tudo.
Qualquer coisa que eu imagine, está transbordando. É muito conhecimento, é muita burrice, é muito rock, é muito silêncio. Muita gente produzindo muito e não fazendo nada, ao mesmo tempo.
Não sei quem está certo, e nem me importo com os maus exemplos. Leva-se muito a sério essa coisa romantizada de vida. E eu, meus caros senhores invisíveis, não poderia ser diferente de minha raça. Eu dou muito valor a todo tipo de merda que me convém. Pelo menos eu creio no meu bom gosto. Mas é meu, e é baseado em um monte de merda também.
Desculpem o mau cheiro do parágrafo de cima. Mas essa descarga não será dada.
E é fácil dizer um monte de besteiras, é fácil falar sério e é fácil ser santo. Difícil mesmo é ser pecador, essa delícia de vida.
E é tanta vida que eu vou ali vomitar e não volto.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
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