Lugar = espaço = não existe tal qual como acreditamos desde mini-pessoas babantes e adoráveis
Passado = tempo = falsa noção e fácil explicação para que eventos de extrema importância pessoal possam ser medidos em forma de ponteiros e semanas.
Bills Corpse, oitava faixa das vinte e cinco que criam ,de Captain Beefheart, o supremo disco "Trout Mask Replica".
http://www.youtube.com/watch?v=5N09mfjvG8k
Rapaz do céu, deixa eu contar algo que sacudiu legal até a mente inquieta do caminhante que vos fala agora (dois pontos).
Para mais ou para menos, primeiras vezes tem se tornado cada vez mais raras, e menos rasas. Blé!
Perdi o medo de tudo, tudo. Coisa perigosa essa, para um caminhante que desafia tudo que não está sob seu controle. E, ao saber que nada pode ser controlado, segue estacionando em lugares ímpares com seus pés ora em compassos uber-intensos dos pedais de seu carro, ora sob o calçado de couro preto surrado que caminha até o próximo sujeito capaz de lhe ceder um Derby azul ou negá-lo, o que significa a mesma coisa no fim do trago esfumaçado ou desejado por ligações neuronais um tanto quanto carregadas de uma estranha calma eufórica.
Ufa!
Envelheci para tudo que faz sentido, e isso é só um pedaço perdido em algum cruzamento de uma vida. E uma vida é tão importante quanto uma formiga embaixo da árvore da praça, e mais relevante do que qualquer movimento das galáxias que possa ser medido.
Tudo que pode ser medido perde automaticamente seu valor. Para mim escrevo, em nome de Weidell, Seu Filho Weidell e o Espírito Santo de Weidell. E por ser raso na desfigurada busca por algo, sigo rumo ao destino que não existe, e que ainda assim insiste em tremer no criado-mudo que vive na soneca.
Meigo, mendigo, mandruvá e canarinho.
Voa, e mostra na Espanha o que eu já sei!
Anda só por gastares
o solado que o china moldou
por precisão e falta.
Sobra coragem quando de medo se faz
À quem possa servir,
meu número gasto feito
os dias de escola que
cercado por inquisidores da réplica
insiste no ordinário,
entrego em uma caixa de vento e giz,
sangue e grafite e panelas
o que tenho e que me faz tão débil, qual seja
meu frio e calor
de matar e morrer,
de saciar e de ignorar
o que de
espaço é feito.
Quem aos espaços adora
em rara companhia vive.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Tira à paisana na praça de primeiro mundo
Tira à paisana, porque estás tão irritado?
O que te aflige nesse dia ensolarado cheio de poucas árvores?
Creio que vives eternamente com os córneos cheios
e pensas que sendo rude com a rapaziada da erva
vai conseguir minimizar sua dor
Dor de corno, dor de cotovelo
"Ai, como eu queria ser como vocês"
"Veja minha carteira funcional, que consegui
graças a um amigo que comeu meu rabo"
"Querem ir para a delegacia, maconheiros?
Sumam daqui! Vamos, vamos!"
A cabeça já estava feita, antes mesmo de acordar
Porque então deixar o rancor do tira à paisana
dominar também a mente de quem quer paz?
Tira à paisana, és um homem triste
porque andam dizendo que sua esposa
estás a deitar só com três de uma vez
Sai dessa onda, e entra na farra também!
O que te aflige nesse dia ensolarado cheio de poucas árvores?
Creio que vives eternamente com os córneos cheios
e pensas que sendo rude com a rapaziada da erva
vai conseguir minimizar sua dor
Dor de corno, dor de cotovelo
"Ai, como eu queria ser como vocês"
"Veja minha carteira funcional, que consegui
graças a um amigo que comeu meu rabo"
"Querem ir para a delegacia, maconheiros?
Sumam daqui! Vamos, vamos!"
A cabeça já estava feita, antes mesmo de acordar
Porque então deixar o rancor do tira à paisana
dominar também a mente de quem quer paz?
Tira à paisana, és um homem triste
porque andam dizendo que sua esposa
estás a deitar só com três de uma vez
Sai dessa onda, e entra na farra também!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Super Mario Bis
Dezenove é quase vinte e oito, e aquela rua segue calma.
O automóvel na garagem não é mais o mesmo,
e como em uma manhã de sábado, os pássaros habitam
a árvore miúda que nunca mudou de tamanho.
O automóvel na garagem não é mais o mesmo,
e como em uma manhã de sábado, os pássaros habitam
a árvore miúda que nunca mudou de tamanho.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
domingo, 25 de novembro de 2012
Hecatombe
E fui destruindo tantos conceitos, quebrando tantas barreiras que hoje não acredito em mais nada, e só dou legitimidade para o que causa perturbação. E assim, transformando décadas em quarteirões, levantei um muro tão alto que já não existe madeira ou metal suficiente para construir uma escada para ver o que poderia observar por curiosidade, necessidade ou só desejo. Mas tudo bem, não acredito mais em nada disso também.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Latrina insustentável
Estou tentando pela última vez, e nem foi mérito meu a possível conquista. Vivendo de pedaços, perdendo até mesmo meus possíveis passados. Que a vida é uma bagunça e um caos, todos devem saber. E tentar viver de maneira organizada é utopia das cabreiras. Sobre o que temos poder? Se te fiz tanto mal, de que adiantou você fazer do bem quase santo o seu mote?
Não existe nada santo que venha dos humanos, assim como bem e mal são novidades muito frescas para qualquer um absorver, e talvez não sirva para entender. Mas nos bares continuam a discutir os grandes pensadores dos séculos passados, cheios de pó e lodo. Soma-se novas criaturas dotadas do incrível poder de criar idéias e o caos fica mais lamacento ainda.
Isso é só um monte de letras, que nem tocá-las posso e talvez nem escrevê-las deva. Mas a minha cabecinha animal-humana-ocidental não consegue parar quieta. Duvido muito da verdade em quem está sempre feliz, de bem com a vida, tipo Xuxa. E também dou total descrédito a quem vive a onda do Edgar. É Renato Russo demais para o mundo, é muito alto astral e é muito de tudo.
Qualquer coisa que eu imagine, está transbordando. É muito conhecimento, é muita burrice, é muito rock, é muito silêncio. Muita gente produzindo muito e não fazendo nada, ao mesmo tempo.
Não sei quem está certo, e nem me importo com os maus exemplos. Leva-se muito a sério essa coisa romantizada de vida. E eu, meus caros senhores invisíveis, não poderia ser diferente de minha raça. Eu dou muito valor a todo tipo de merda que me convém. Pelo menos eu creio no meu bom gosto. Mas é meu, e é baseado em um monte de merda também.
Desculpem o mau cheiro do parágrafo de cima. Mas essa descarga não será dada.
E é fácil dizer um monte de besteiras, é fácil falar sério e é fácil ser santo. Difícil mesmo é ser pecador, essa delícia de vida.
E é tanta vida que eu vou ali vomitar e não volto.
Não existe nada santo que venha dos humanos, assim como bem e mal são novidades muito frescas para qualquer um absorver, e talvez não sirva para entender. Mas nos bares continuam a discutir os grandes pensadores dos séculos passados, cheios de pó e lodo. Soma-se novas criaturas dotadas do incrível poder de criar idéias e o caos fica mais lamacento ainda.
Isso é só um monte de letras, que nem tocá-las posso e talvez nem escrevê-las deva. Mas a minha cabecinha animal-humana-ocidental não consegue parar quieta. Duvido muito da verdade em quem está sempre feliz, de bem com a vida, tipo Xuxa. E também dou total descrédito a quem vive a onda do Edgar. É Renato Russo demais para o mundo, é muito alto astral e é muito de tudo.
Qualquer coisa que eu imagine, está transbordando. É muito conhecimento, é muita burrice, é muito rock, é muito silêncio. Muita gente produzindo muito e não fazendo nada, ao mesmo tempo.
Não sei quem está certo, e nem me importo com os maus exemplos. Leva-se muito a sério essa coisa romantizada de vida. E eu, meus caros senhores invisíveis, não poderia ser diferente de minha raça. Eu dou muito valor a todo tipo de merda que me convém. Pelo menos eu creio no meu bom gosto. Mas é meu, e é baseado em um monte de merda também.
Desculpem o mau cheiro do parágrafo de cima. Mas essa descarga não será dada.
E é fácil dizer um monte de besteiras, é fácil falar sério e é fácil ser santo. Difícil mesmo é ser pecador, essa delícia de vida.
E é tanta vida que eu vou ali vomitar e não volto.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Amanheceremos
"No mundo dos guerreiros, seppuku era um acto de bravura que era admirável em um samurai que sabia que foi derrotado, perdeu a honra, ou que foi mortalmente ferido. Isso significa que poderia terminar os seus dias com as suas transgressões apagadas e com a sua reputação não apenas intacta, mas na realidade reforçada. O corte do abdómen libertava o espírito do Samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa e desagradável de morrer, e por vezes o Samurai que realizava o acto pedia a um fiel companheiro que lhe cortasse a cabeça no momento da agonia."
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Vinicius avisou
AGONIA
No teu grande corpo branco depois eu fiquei.
Tinha os olhos lívidos e tive medo.
Já não havia sombra em ti - eras como um grande deserto de areia
Onde eu houvesse tombado após uma longa caminhada sem noites
Na minha angústia eu buscava a paisagem calma
Que me havias dado tanto tempo
Mas tudo era estéril e monstruoso e sem vida
E teus seios eram dunas desfeitas pelo vendaval que passara.
Eu estremecia agonizando e procurava me erguer
Mas teu ventre era como areia movediça para os meus dedos.
Procurei ficar imóvel e orar, mas fui me afogando em ti mesma
Desaparecendo no teu ser disperso que se contraía como a voragem.
Depois foi o sono, o escuro, a morte.
Quando despertei era claro e eu tinha brotado novamente
Vinha cheio do pavor de tuas entranhas.
Vinicius de Moraes (Antologia Poética -15a edição, 1977)
No teu grande corpo branco depois eu fiquei.
Tinha os olhos lívidos e tive medo.
Já não havia sombra em ti - eras como um grande deserto de areia
Onde eu houvesse tombado após uma longa caminhada sem noites
Na minha angústia eu buscava a paisagem calma
Que me havias dado tanto tempo
Mas tudo era estéril e monstruoso e sem vida
E teus seios eram dunas desfeitas pelo vendaval que passara.
Eu estremecia agonizando e procurava me erguer
Mas teu ventre era como areia movediça para os meus dedos.
Procurei ficar imóvel e orar, mas fui me afogando em ti mesma
Desaparecendo no teu ser disperso que se contraía como a voragem.
Depois foi o sono, o escuro, a morte.
Quando despertei era claro e eu tinha brotado novamente
Vinha cheio do pavor de tuas entranhas.
Vinicius de Moraes (Antologia Poética -15a edição, 1977)
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Arrepios de sobriedade
As pessoas precisam parar de acreditar na grande ilusão de que a vida pode ser organizada e clara. Não, não pode. Animais racionais não sabem como organizar a vida do modo como ela está concebida. E não vai mudar. Não vai haver uma nova onda de energia positiva, era de aquário e outras guloseimas açucaradas.
Quando for a hora, quero ir com meu pai. Aqui não dá mais, não da forma como é.
Acredito no amor, mas descobri que o amor não pode fazer nada além de sentir. E sentir está tão fora de moda, mais do que dizer "bicho" ou "saca só".
Sacou, bicho?
Quando for a hora, quero ir com meu pai. Aqui não dá mais, não da forma como é.
Acredito no amor, mas descobri que o amor não pode fazer nada além de sentir. E sentir está tão fora de moda, mais do que dizer "bicho" ou "saca só".
Sacou, bicho?
terça-feira, 26 de junho de 2012
O torro ainda vive
Por conta disso, ou da falta de sabedoria na tarefa de lidar com isso, perdi as estribeiras, baguncei o coreto e agora fica mais difícil sair do lugar característico dos loucos.
Mariana e Leonardo tocam baixo
Sabe co-piloto? Então, se você é bom na direção não precisa de um. Mas se você é bom mesmo vai querer muito um. Ou dois.
Ensaio sobre os alguns minutos
Prelúdio:
(estava escrevendo a famosa "dissertação pós bar e pré padaria, por conta do horário, quando ao tentar imprimir o artigo primeiro recorri ao agora famigerado ALT 167. Comando que apagou tudo o que eu havia escrito, e que poderia poupá-los de todo esse arrastado parágrafo.)
Só CTRL+A CTRL+C salva.
Dito o dito, só tenho o direito de levá-los ao Lixeira Reciclável.
Mas se você não puder ouvir
Por falta de tempo ou por falta de rádio
Alguém há de passar cantando assobiando
Perto de você
Mas se depois disso tudo
Você não conseguiu ouvir
Porque não quis ou por algum problema
Subirei descerei o morro novamente
Como um guerreiro vencedor
Cantando o meu hino de amor
Luciana, Luciana, Luciana
Luciana, Luciana
(estava escrevendo a famosa "dissertação pós bar e pré padaria, por conta do horário, quando ao tentar imprimir o artigo primeiro recorri ao agora famigerado ALT 167. Comando que apagou tudo o que eu havia escrito, e que poderia poupá-los de todo esse arrastado parágrafo.)
Só CTRL+A CTRL+C salva.
Dito o dito, só tenho o direito de levá-los ao Lixeira Reciclável.
Lustre
Para Ouvir No Rádio (Luciana)
Jorge Ben Jor
Eu vou fazer uma canção singela
Pra você se lembar de mim quando ouvir rádio
Em ondas médias em ondas curtas
E freqüência modulada pra você se lembrar de mim
Quando ouvir no rádio
Pra você se lembar de mim quando ouvir rádio
Em ondas médias em ondas curtas
E freqüência modulada pra você se lembrar de mim
Quando ouvir no rádio
Mas se você não puder ouvir
Por falta de tempo ou por falta de rádio
Alguém há de passar cantando assobiando
Perto de você
Mas se depois disso tudo
Você não conseguiu ouvir
Porque não quis ou por algum problema
Subirei descerei o morro novamente
Como um guerreiro vencedor
Cantando o meu hino de amor
Luciana, Luciana, Luciana
Luciana, Luciana
O tapinha final
(que poderia ser escrito no iníco, se você veio pelo post da rede social)
Estava a escrever o artigo primeiro, assim sem ALT 167. Mas se não posso me lembrar do tal artigo, tenho que continuar a prosa com alguma trama.
Jorge Ben é um daqueles fenômenos naturais que atingem as pessoas. Para mim é Jorge Ben o tsunami do momento, o vídeo que explode, a paixão que rasga e o sabor como que de novo, mas que é velho conhecido.
Jorge Ben é meu mais antigo amigo de infância, e Jorge Ben também inaugurou mais um parágrafo, com acento e sem cópia oculta.
Gosto de ter disponível a opção de usar cópia oculta, a opção de trocar uns trocados por alguns litros de combustível, para depois poder andar por onde quiser. Gosto de ruas sem saídas, me encanta o som que a caixa de câmbio faz quando engatada na marcha ao revés.
Gosto do revés, tanto que revés tomou espaço do Jorge Ben.
Porque sigo escrevendo com dois ou três retornos entre os parágrafos?
Ah! comprei um maço de cigarros classe A, versão "café da manhã". Já era hora de trocar aqueles cigarros fracos e covardes.
E as clássicas cervejas de auto-posto abastecem o condutor.
Conduzo os textos, a banda e as bandas. Além do veículo.
De resto, sou um paspalho de marca maior.
mas o resto pode ser qualquer coisa menor, e é.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Passagem
No sonho ele viajava em sua nave que construiu com a união de materiais vulgares e também preciosos, usados especificamente para esse fim, o de explorar o espaço. Sua velocidade era de trezentos mil quilômetros por hora, e assim bem devagar ele viu alguns planetas vizinhos ao de sua terra atual, e também sóis muito maiores que qualquer esfera já imaginada pelo homem, essas bem distantes e rápidas para se alcançar. De todas as lembranças, a de Júpiter é a que mais lhe deixou admirado.
O Cosmonauta que passou - Warsteiner Pledger
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