segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quase sem fio

...porque para cantar é necessário amplificar, amplificar e amplificar.



Freedom Day - Max Roach


Whisper, listen, whisper, listen. Whispers say we're free.
Rumors flyin', must be lyin'. Can it really be?
Can't conceive it, can't believe it. But that's what they say.
Slave no longer, slave no longer, this is Freedom Day.
Freedom Day, it's Freedom Day. Throw those shackle n' chains away.
Everybody that I see says it's really true, we're free.
Whisper, listen, whisper, listen. Whispers say we're free.
Rumors flyin', must be lyin'. Can it really be?
Can't conceive it, don't believe it. But that's what they say.
Slave no longer, slave no longer, this is Freedom Day.
Freedom Day, it's Freedom Day. Throw those shackle n' chains away.
Everybody that I see says it's really true, we're free.


--------------



Whisper

Diga que eu não sei de nada

...nem posso saber.



Como por encanto

Paulinho Nogueira

Sou aquele que um dia,
não sabendo bem onde chegar,
já em meio do caminho, parou
parou pra pensar.
Foi quando uma sombra amiga
a meu lado projetou-se então
mesmo ainda indefinida
amenizou a minha solidão.
De repente, uma voz me dizendo:
- vim pra ver o que é que voce quer,
foi daí que, como por encanto,
aquela sombra se fez mulher.
Eis meu coração em festa,
como alguém que acorda, chora e ri,
olha as pessoas de frente
Já sabe dizer: estou aqui!
Quis até fazer um verso,
como reprimir tnata emoção?
Libertei meu pensamento,
abrindo espaço à imaginação.
Olha eu voltando atrás no tempo,
numa rua antiga fui parar
na calçada um pião jogado
sonhando um dia poder rodar.
E pra nova companheira
hoje eu digo com carinho, então,
que ela puxou a fieira
e rodou o meu pião.

Expensive resolutions

http://www.youtube.com/watch?v=hynJ5MKsuAg&feature=related


Eu disse
Que nunca
Deixava nada
Por querer
E por isso
Você tem que me bater
E eu faço
De tudo
Pra não deixar
De me lembrar
O que resta para amar
Ou me gabar
Mas saiba
Que nada
Me gosta tanto
Quanto quiser
Que eu não possa ter
Quem é
Numa linda mulher

terça-feira, 8 de maio de 2012

Da série "Motivos para não ter filhos"


2378 - Vai que ele "vira" músico.

Ofereço-me pra que comam meu coração


Músico qualificado e desempregado aceita qualquer proposta de emprego.

-Entregador de folheto em sinal
-Frentista de auto posto
-Fotógrafo amador de casamentos e partidas de futebol comemorativas
-Frito batata e coxinha
-Barman de cerveja
-Afinador de bateria
-Falo mal por encomenda
-Falo bem por encomenda
-Passeio com seu cachorro e/ou pássaro
-Crio perfil falso no facebook
-Pintor de paredes (interior e exterior)
-Empresto voz para dublagem alternativa
-Conto dinheiro sem roubá-lo
-Flanelinha habilitado e com experiência em Kombi
-Uso fantasia de macaco e invado sessão da câmara

E muito, muito mais.

Ajude o músico a ter outro destino, com mais grana, dignidade e apego ao incrível mundo dos grandes valores ocidentais.

Obrigado!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os comentários mais bem sucedidos dos vídeos do youtube

... e do total descompromisso com a nova regra gramatical.

(porque "nova regra gramatical" não e qualquer coisa.)

A fome sentada na mesa, à mesa art noveau sem nunca ter pisado na França.

O mundo do dá ou do desce está em qualquer viaduto da marginal.

Bavaria existe desde 1877 e até hoje eu prefiro outras cervejas.

Ninguém tem pouco tempo. Nadie tiene tempo algún.


George Martin sentado à mesa pós Bauhaus folheia partituras orientais fingindo estar na onda de Bowie, um jovem entregador de pizza de Las Vegas.

E Tom Zé ainda não veio. Ele vem depois de tudo, quando Skylab começa a nascer.

E o novo sempre ataca, porque precisa.

Todos usam baterias. Ninguém usa só uma. Seu telefone móvel pode seguir ou não a nova regra gramatical, e call again.

"Outra vez" e "nunca" são expressões evitadas por esse que não vos escreve, e mesmo assim vosotros siguen acá.

Só evito o que não encontro sentido algum. E não encontrar nenhum sentido em algo é bem difícil.

Não entendo a ideia (ideia) de propriedade de solo. Comprar um pedaço de terra? Ter um veículo e gastar as borrachas nos solos pré-fabricados com hífen (a palavra hífen soa muito mais estranha que a virtual falta de necessidade dele mesmo) me parece muito mais fácil e superficial.

Sim, porque não se pode ser mais nem menos que superficial quando se trata de adquirir (tomar para si) o pedaço de terra que é vendido.

Não, não. Eu entendo a ideia, mas prefiro entender o que posso tatear com os olhos fechados.

E os olhos levam muito tempo para se tornarem espertos.

Tabaco, papel e filtros.

Fumar e assistir.

Participar do mundo é demasiado pesado quando se sabe que tudo que resta é conviver com a mensuração do tempo e com a completa deturpação das coisas que realmente fazem sentido.

Estabeleço essa como a última frase, porque quanto mais escrevo, mais adolescente posso parecer.

Andei vendo adolescentes, e por coincidência escrevo a palavra.

Quem não foi um, e quem, como eu, acreditou que sempre defenderia os outros na mesma condição? E quem como eu e sem vírgulas não vê o abismo enorme e próximo que se formou no meio do que sou e do que somos?

Começo a figurar mais pessoas no embate.

Os olhos saltam ao próximo segundo, e eu tenho que descer nessa estação.



sábado, 5 de maio de 2012

António Variações

Quem? http://en.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Varia%C3%A7%C3%B5es

O que ele faz? http://pokingsmot.net/music/14252




"Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo
Do que aparece nao consegues gostar
E do que gostas ja esta preenchido"




-------------------------------




"Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão"

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pratos de bateria ultrapassam os limites da música. São instrumentos de alquimia, de contato com as frequências que vão além das audíveis. Serei sempre apaixonado por eles, e sempre disposto a torrar grana para tê-los em minha posse por alguns anos e usá-los de maneira apropriada. 
Tambores e pratos, que combinação divina!






                                      Foto: K. Zildjian Constantinople 22" Medium Thin Low Ride

sem título número trezentos e quarenta e seis

A guerra é infinita. Sempre haverá lutas interiores homéricas, e também aquelas que travamos com o porteiro, com o banco e com o tempo.

A paz, ah! É tão desejada porque é rara e dura pouco.

É só isso mesmo,

e não há nada de errado nisso.


terça-feira, 13 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

Bla bla bla psicopseudopop

Death calls me by the name, and I´m not scared anymore.


Meteorango Kid

Sobre a posse, a propriedade, o foda-se implícito e o amor explícito.

Por favor, faça o favor.


Àquele que
que não

vai e volta e

vai e volta.

Acenda e puxe                    e faça-o no meio de todos,

e faça o favor.


(quantas estações ainda quedan para a órbita que impulsiona e pesa?)



quinta-feira, 1 de março de 2012

De mim só eu sei...

...e isso basta e não quero que ninguém

me diga nada

me ensine nada, nada não!

me diga nada, nada não.

me ensine nada.

(Volta que o mundo dá - Novos Baianos)

                                                           
                                                           "Ninguém inventou a bateria"

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor ilustrado

             Uma imagem e um vídeo para quando as palavras se perdem no imenso caminho da vida do amor



Ah! Bruta flor do querer




       

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Resolução #2 de 20 de dezembro de 2011


             
              (sobre a importância de se construir e cuidar do templo sagrado do amor supremo, que nos é dado para ser compartilhado por tudo que por ele merece apreço)

                                                                     

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Canção da música escrita (em letras vivas)




Você é música.

Música é minha vida. 

Minha vida é uma entrega.

Eu me entrego só ao que acredito ser pra sempre. 


Você é música. 

Música é o que respiro. 

Aprendi a respirar só o que me faz bem. 

Você me faz bem. 



Sonho com o mundo que quero, e só quero o que posso sentir. 

Só sinto o que chega com alarde. 

Aprendi a ser capacho e rei. 

Só quero majestade. 


Aprendi a cuidar e ser dono do que sinto. 

Só sou dono do que posso cuidar. 

Eu posso cuidar, logo sou capaz de levar a vida que quero. 


Só quero o que amo. 

Amo o que vai além, além do que possa escrever. 

Só escrevo o que tenho vontade.

Minha vontade é de viver.


Minha música é eterna, assim como você é. 

Você é música suprema, logo é obra dos mais inspirados deuses. 

Eu sou o que toca o instrumento, a ferramenta. 


Somos a obra completa. 

Só quero o que é completo.


Você é música, e eu a escuto em todas as frequências. 

Você é música, 

a música que amo.


(originalmente publicado em Amores & Flores)

domingo, 30 de outubro de 2011

Like a big band on a summer day

Sometimes it seems to be so hard. "Does it worth?", says the guy while the Fab Four tried (did they?) to put an end to a song.

Even if that´s not the right question, yes! it´s worth.

Since you know you´re an enterpriser of your own world, you´re able to put love (the kind of love that´s shared by two completely strangers ´till they really love each other by finding it) in its right place.

A completely lack of selfish and self pleasure, but at the same time something that really goes to the highest level of your counsciousness, making you a mind worker and explorer, and at the very same time occupying the space that´s have been settled down by inferior things.

Uow! What a trip. Need some "happy face fried potatoes" and some Pink Floyd album.