sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Dozotro
Senhores, jamais me revelarei.
https://www.youtube.com/watch?v=gHWMRbrVc3M
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Heavy Mud Boys
All day, all day, Domino dancing,
7:28
https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=JhBnEIMV2Dg#t=446
Mean Mis
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Esse sorriso elástico...
Maria
Panette
e outra mais.
https://www.youtube.com/watch?v=9_g07N4dfGw
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Automático da esteira
Cor predominante: marrom-laranja-cinza de uma memória ancestral bastante nítida. Seis ou sete anos de idade. Era uma casa muito engraçada, o sonho do homem pato no ônibus suburbano da cidade de Lins-SP e solos em fitas K7 executadas por meu pai na sala com móveis escuros da casa dos três ou quatro. Cobra cega e colher de sopa no corredor que termina na antena de tevê. Correndo em volta de casas com corredor e vivendo em apartamentos über japoneses: baby did a bad bad thing.
Painthouse
SeanPenn se antena
Beniciodeltoro te orienta
Senhor Valdir vende e responde
Às solicitações de batidas variadas
Que emocionante é um acidentede verdade
! Colpaso do tempo-espaço é bonito
por anti-natureza confortável
e bandida pistoleira
Queres tanto a regra, que vives a refugar
o que respiras. Pouco carece a espinha
quando do dorso criaste para vós a obrigação
Obrigação de estar. Do choque.
De língua, úmero e baque e maia
e pedra, lenço e cadarço e taxi
Ufa! Acabou o solo do Jovem Neil. E a procissão não descansa, a despeito dos cavalos baianos dos esquálidos Rolling Stones.
A nós não é permitida...tome rento, rapaz.
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
tea for one
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Balada da 1/2
An eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you
the poor man could hardly stop shivering
his lips and his fingers were blue
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm
But you stand there so nice in your blizzard of ice
Oh! Please let me come into the storm.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Marginal
Quem pagaria por isso? Alguém ousaria ter um pedaço do que comprou meu último ato ocidental?
Nobre causa, pobre alma.
"Tem que acontecer alguma coisa, meu bem", disse o bicho que não podia ficar parado. Agora me sinto em uma cela de uma prisão que conheço até demais. Só que meus livros secaram com as páginas turvas, inexpressivas e frágeis demais para fazer deles pano de fuga. Minhas gravações precisam de energia elétrica para dançarem na minha cuca legal.
O par de botas taylor-made nunca me sorriu. São botas sisudas, de um peso que suporta somente a caminhada dos bravos. Couro, ferro e borracha de alta densidade costuram-se para dar cabo à derradeira trama do destino.
Serei capaz de começar? O norte já magnetizado em meus pés treme e ameaça.
Balada n.º 4, em Fá Menor, Opus 52. Eu já deveria conhecer os perigos intensos do fá menor.
E no Palácio Real de Warvell ouve-se acordes. A introdução é feita, qual seja:
"Seu olhar era mais espiritual que sonhador; seu doce e fino sorriso jamais se tornava amargo; seu nariz curvo, expressivo, acentuado; sua estatura, elevada; seus membros, frágeis. Os gestos eram graciosos; o timbre da voz, um pouco surdo, às vezes abafado. Seu andar tinha tal distinção e seus modos um tal caráter superior que involuntariamente se o tratava como um artista."
Tenho fome. Estou só por alguns minutos e deveria ter guardado algum pequeno prazer para essa rara ocasião.
"Não, o som dos pássaros é maior", e cessou a escrita marginal.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Deleites indizíveis
13 RPM (ou devaneios e conclusões sacados de um toca-discos)
Não pretendo descrever a arte do álbum, pois o que escuto agora chegou sem capa nem contracapa, e com minhas mãos desenhei e escrevi os movimentos do entendimento. Tão pouco importa a estética do que é plano, e que mesmo com alguns scratchs, a agulha risca sem sangrar e faz durar mais do que alguns minutos o que está cronometrado.
A outra face também chegará ao seu fim, não se pode negar tal evidência. Todos os lados acabam com algum ruído seguido de silêncio. E quando o disco acaba, o que vale mesmo é manter a vitrola rodando bonita. Discos podem ser clássicos, de novela ou intocáveis, e jamais irão tocar sozinhos.
Estendi a mão e saquei a bolacha de 12" da pick-up, e o prato segue girando. Tudo bem, agora é hora de usar o fino linho e a nobre mirra para o que vai além dos lados de um disco ou da estória. De tanto rodar em comércios velhos e cheios de limbo, de caminhar tardes inteiras à procura de alguma raridade escondida, é chegado o momento da apreciação da busca, que encontrou sem saber o disco mais vivo dessa era de passos largos e pausas longas.
(com a ajuda de Raulzito, Philips 346 e o final de semana que ainda não terminou)
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Em algum lugar do passado (ou duas ideias equivocadas em um só título)
Passado = tempo = falsa noção e fácil explicação para que eventos de extrema importância pessoal possam ser medidos em forma de ponteiros e semanas.
Bills Corpse, oitava faixa das vinte e cinco que criam ,de Captain Beefheart, o supremo disco "Trout Mask Replica".
http://www.youtube.com/watch?v=5N09mfjvG8k
Rapaz do céu, deixa eu contar algo que sacudiu legal até a mente inquieta do caminhante que vos fala agora (dois pontos).
Para mais ou para menos, primeiras vezes tem se tornado cada vez mais raras, e menos rasas. Blé!
Perdi o medo de tudo, tudo. Coisa perigosa essa, para um caminhante que desafia tudo que não está sob seu controle. E, ao saber que nada pode ser controlado, segue estacionando em lugares ímpares com seus pés ora em compassos uber-intensos dos pedais de seu carro, ora sob o calçado de couro preto surrado que caminha até o próximo sujeito capaz de lhe ceder um Derby azul ou negá-lo, o que significa a mesma coisa no fim do trago esfumaçado ou desejado por ligações neuronais um tanto quanto carregadas de uma estranha calma eufórica.
Ufa!
Envelheci para tudo que faz sentido, e isso é só um pedaço perdido em algum cruzamento de uma vida. E uma vida é tão importante quanto uma formiga embaixo da árvore da praça, e mais relevante do que qualquer movimento das galáxias que possa ser medido.
Tudo que pode ser medido perde automaticamente seu valor. Para mim escrevo, em nome de Weidell, Seu Filho Weidell e o Espírito Santo de Weidell. E por ser raso na desfigurada busca por algo, sigo rumo ao destino que não existe, e que ainda assim insiste em tremer no criado-mudo que vive na soneca.
Meigo, mendigo, mandruvá e canarinho.
Voa, e mostra na Espanha o que eu já sei!
Anda só por gastares
o solado que o china moldou
por precisão e falta.
Sobra coragem quando de medo se faz
À quem possa servir,
meu número gasto feito
os dias de escola que
cercado por inquisidores da réplica
insiste no ordinário,
entrego em uma caixa de vento e giz,
sangue e grafite e panelas
o que tenho e que me faz tão débil, qual seja
meu frio e calor
de matar e morrer,
de saciar e de ignorar
o que de
espaço é feito.
Quem aos espaços adora
em rara companhia vive.
domingo, 19 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Tira à paisana na praça de primeiro mundo
O que te aflige nesse dia ensolarado cheio de poucas árvores?
Creio que vives eternamente com os córneos cheios
e pensas que sendo rude com a rapaziada da erva
vai conseguir minimizar sua dor
Dor de corno, dor de cotovelo
"Ai, como eu queria ser como vocês"
"Veja minha carteira funcional, que consegui
graças a um amigo que comeu meu rabo"
"Querem ir para a delegacia, maconheiros?
Sumam daqui! Vamos, vamos!"
A cabeça já estava feita, antes mesmo de acordar
Porque então deixar o rancor do tira à paisana
dominar também a mente de quem quer paz?
Tira à paisana, és um homem triste
porque andam dizendo que sua esposa
estás a deitar só com três de uma vez
Sai dessa onda, e entra na farra também!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Super Mario Bis
O automóvel na garagem não é mais o mesmo,
e como em uma manhã de sábado, os pássaros habitam
a árvore miúda que nunca mudou de tamanho.











