segunda-feira, 28 de maio de 2012

Expensive resolutions

http://www.youtube.com/watch?v=hynJ5MKsuAg&feature=related


Eu disse
Que nunca
Deixava nada
Por querer
E por isso
Você tem que me bater
E eu faço
De tudo
Pra não deixar
De me lembrar
O que resta para amar
Ou me gabar
Mas saiba
Que nada
Me gosta tanto
Quanto quiser
Que eu não possa ter
Quem é
Numa linda mulher

terça-feira, 8 de maio de 2012

Da série "Motivos para não ter filhos"


2378 - Vai que ele "vira" músico.

Ofereço-me pra que comam meu coração


Músico qualificado e desempregado aceita qualquer proposta de emprego.

-Entregador de folheto em sinal
-Frentista de auto posto
-Fotógrafo amador de casamentos e partidas de futebol comemorativas
-Frito batata e coxinha
-Barman de cerveja
-Afinador de bateria
-Falo mal por encomenda
-Falo bem por encomenda
-Passeio com seu cachorro e/ou pássaro
-Crio perfil falso no facebook
-Pintor de paredes (interior e exterior)
-Empresto voz para dublagem alternativa
-Conto dinheiro sem roubá-lo
-Flanelinha habilitado e com experiência em Kombi
-Uso fantasia de macaco e invado sessão da câmara

E muito, muito mais.

Ajude o músico a ter outro destino, com mais grana, dignidade e apego ao incrível mundo dos grandes valores ocidentais.

Obrigado!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os comentários mais bem sucedidos dos vídeos do youtube

... e do total descompromisso com a nova regra gramatical.

(porque "nova regra gramatical" não e qualquer coisa.)

A fome sentada na mesa, à mesa art noveau sem nunca ter pisado na França.

O mundo do dá ou do desce está em qualquer viaduto da marginal.

Bavaria existe desde 1877 e até hoje eu prefiro outras cervejas.

Ninguém tem pouco tempo. Nadie tiene tempo algún.


George Martin sentado à mesa pós Bauhaus folheia partituras orientais fingindo estar na onda de Bowie, um jovem entregador de pizza de Las Vegas.

E Tom Zé ainda não veio. Ele vem depois de tudo, quando Skylab começa a nascer.

E o novo sempre ataca, porque precisa.

Todos usam baterias. Ninguém usa só uma. Seu telefone móvel pode seguir ou não a nova regra gramatical, e call again.

"Outra vez" e "nunca" são expressões evitadas por esse que não vos escreve, e mesmo assim vosotros siguen acá.

Só evito o que não encontro sentido algum. E não encontrar nenhum sentido em algo é bem difícil.

Não entendo a ideia (ideia) de propriedade de solo. Comprar um pedaço de terra? Ter um veículo e gastar as borrachas nos solos pré-fabricados com hífen (a palavra hífen soa muito mais estranha que a virtual falta de necessidade dele mesmo) me parece muito mais fácil e superficial.

Sim, porque não se pode ser mais nem menos que superficial quando se trata de adquirir (tomar para si) o pedaço de terra que é vendido.

Não, não. Eu entendo a ideia, mas prefiro entender o que posso tatear com os olhos fechados.

E os olhos levam muito tempo para se tornarem espertos.

Tabaco, papel e filtros.

Fumar e assistir.

Participar do mundo é demasiado pesado quando se sabe que tudo que resta é conviver com a mensuração do tempo e com a completa deturpação das coisas que realmente fazem sentido.

Estabeleço essa como a última frase, porque quanto mais escrevo, mais adolescente posso parecer.

Andei vendo adolescentes, e por coincidência escrevo a palavra.

Quem não foi um, e quem, como eu, acreditou que sempre defenderia os outros na mesma condição? E quem como eu e sem vírgulas não vê o abismo enorme e próximo que se formou no meio do que sou e do que somos?

Começo a figurar mais pessoas no embate.

Os olhos saltam ao próximo segundo, e eu tenho que descer nessa estação.



sábado, 5 de maio de 2012

António Variações

Quem? http://en.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Varia%C3%A7%C3%B5es

O que ele faz? http://pokingsmot.net/music/14252




"Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo
Do que aparece nao consegues gostar
E do que gostas ja esta preenchido"




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"Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão"

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pratos de bateria ultrapassam os limites da música. São instrumentos de alquimia, de contato com as frequências que vão além das audíveis. Serei sempre apaixonado por eles, e sempre disposto a torrar grana para tê-los em minha posse por alguns anos e usá-los de maneira apropriada. 
Tambores e pratos, que combinação divina!






                                      Foto: K. Zildjian Constantinople 22" Medium Thin Low Ride

sem título número trezentos e quarenta e seis

A guerra é infinita. Sempre haverá lutas interiores homéricas, e também aquelas que travamos com o porteiro, com o banco e com o tempo.

A paz, ah! É tão desejada porque é rara e dura pouco.

É só isso mesmo,

e não há nada de errado nisso.


terça-feira, 13 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

Bla bla bla psicopseudopop

Death calls me by the name, and I´m not scared anymore.


Meteorango Kid

Sobre a posse, a propriedade, o foda-se implícito e o amor explícito.

Por favor, faça o favor.


Àquele que
que não

vai e volta e

vai e volta.

Acenda e puxe                    e faça-o no meio de todos,

e faça o favor.


(quantas estações ainda quedan para a órbita que impulsiona e pesa?)



quinta-feira, 1 de março de 2012

De mim só eu sei...

...e isso basta e não quero que ninguém

me diga nada

me ensine nada, nada não!

me diga nada, nada não.

me ensine nada.

(Volta que o mundo dá - Novos Baianos)

                                                           
                                                           "Ninguém inventou a bateria"

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor ilustrado

             Uma imagem e um vídeo para quando as palavras se perdem no imenso caminho da vida do amor



Ah! Bruta flor do querer




       

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Resolução #2 de 20 de dezembro de 2011


             
              (sobre a importância de se construir e cuidar do templo sagrado do amor supremo, que nos é dado para ser compartilhado por tudo que por ele merece apreço)

                                                                     

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Canção da música escrita (em letras vivas)




Você é música.

Música é minha vida. 

Minha vida é uma entrega.

Eu me entrego só ao que acredito ser pra sempre. 


Você é música. 

Música é o que respiro. 

Aprendi a respirar só o que me faz bem. 

Você me faz bem. 



Sonho com o mundo que quero, e só quero o que posso sentir. 

Só sinto o que chega com alarde. 

Aprendi a ser capacho e rei. 

Só quero majestade. 


Aprendi a cuidar e ser dono do que sinto. 

Só sou dono do que posso cuidar. 

Eu posso cuidar, logo sou capaz de levar a vida que quero. 


Só quero o que amo. 

Amo o que vai além, além do que possa escrever. 

Só escrevo o que tenho vontade.

Minha vontade é de viver.


Minha música é eterna, assim como você é. 

Você é música suprema, logo é obra dos mais inspirados deuses. 

Eu sou o que toca o instrumento, a ferramenta. 


Somos a obra completa. 

Só quero o que é completo.


Você é música, e eu a escuto em todas as frequências. 

Você é música, 

a música que amo.


(originalmente publicado em Amores & Flores)

domingo, 30 de outubro de 2011

Like a big band on a summer day

Sometimes it seems to be so hard. "Does it worth?", says the guy while the Fab Four tried (did they?) to put an end to a song.

Even if that´s not the right question, yes! it´s worth.

Since you know you´re an enterpriser of your own world, you´re able to put love (the kind of love that´s shared by two completely strangers ´till they really love each other by finding it) in its right place.

A completely lack of selfish and self pleasure, but at the same time something that really goes to the highest level of your counsciousness, making you a mind worker and explorer, and at the very same time occupying the space that´s have been settled down by inferior things.

Uow! What a trip. Need some "happy face fried potatoes" and some Pink Floyd album.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Zeer Oude Genever

Parece que a cada dia fica mais distante o total compromisso com a verdade nua da alma, ao passo que a submissão vigiada e já estabelecida cresce. 

Eu quero que esse teto caia!


Se não tenho concluído o que começo a escrever, é porque não tenho saco para tanto.

Cannabis como representante de tudo que está saturado pela regulamentação externa


A continuar...